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"Todos temos coisas na vida que valem a pena ser contadas, escritas. Mesmo que não para publicar, escreva-as para a família."Ilko Minev



terça-feira, 16 de outubro de 2012

FENOMA 2012 (II) - O espetáculo


Fotos: Denis Akel e Diego Akel

Continuando a falar do FENOMA 2012, Festival Nordeste de Mágicos, nesta que é a segunda e última postagem sobre o evento, escreverei agora um pouco sobre como foi o festival em si, algumas das atrações, o teatro, o público, a programação, a versão final da vinheta (que estampou a primeira postagem desta série), enfim, impressões minhas e de meu irmão Diego Akel, e até nossa vontade de iniciar carreira de mágico.

Antes de mais nada, e ainda pegando carona no post anterior, apresento logo a versão final da vinheta, para já trazer à tona o clima e atmosfera mágica:





Ao final da vinheta, havia a interação com o mágico real, momento que vimos então, em nossa frente, nosso trabalho, finalizado e cumprindo seu propósito. E pensar que aquilo era apenas um esboço, uma ideia, dias antes. Foi algo memorável.

Um dos grandes momentos do FENOMA foram os shows de Gala, que aconteciam sempre nas noites dos três dias, a partir das 20h, e apresentavam espetáculos de mágica, ilusionismo e até, de certa forma, piadas no melhor estilo stand up. Entre os destaques a se apresentar nesta edição do evento, estavam o mágico japônes Shoot Ogawa, os argentinos Daba y Cielo (cujo filho Sebak, de apenas 12 anos, também se apresentaria), além do chileno Zyro. Do Brasil, o Fenoma reuniu nomes consagrados do meio, para citar alguns: Klaus, Henry Vargas, Pjota, Yesus, além dos já citados no post anterior, Goldini, Éflem e Ryan Rodrigues.

Quando concluímos a vinheta e a entregamos, decidimos também desfrutar um pouco mais daquela atmosfera. Pensamos algo como "De que outra maneira estaríamos tão aptos a assistir a um show de mágica?". De fato, nosso envolvimento com a vinheta nos deu ainda esse bônus, uma vez que provavelmente continuaríamos sem saber da existência do festival não fosse essa oportunidade. E se ter assistido a alguns dos ensaios já foi uma boa experiência, poder desfrutar do show em toda sua integridade e magnitude seria realmente algo marcante.

Inicialmente, esta vinheta seria exibida nos três dias do evento, sempre minutos antes do início, no momento em o público estivesse chegando e se acomodando no teatro. Por alguns reveses e mudanças de plano, porém, a vinheta não foi exibida na primeira noite do festival. E também por alguns imprevistos nossos, nesse primeiro dia, também não fomos ao show.

Contudo, no dia seguinte, sábado, 15 de setembro, chegamos ao Dragão do Mar cerca de meia hora antes do início. De cara, já nos surpreendemos com uma gigantesca fila à entrada do teatro. Não acompanhamos muito da divulgação do FENOMA, e até pensamos que o evento não vinha sendo bem divulgado, mas aquele contigente de pessoas provava o contrário. Só comecei a pensar uma outra coisa: a julgar pelo tamanho do ambiente, provavelmente não haveria lugar para todos. O teatro, em si, é agradável, climatizado, palco bem disposto, ótimo jogo de luzes e cabine de projeção, mas deixa a desejar quanto à quantidade de cadeiras. Não foi feito pensando em grandes públicos, aparentemente.

Tomamos lugares, Diego preparou-se para fazer alguns registros com sua câmera (que depois foram editados e inseridos ao final da vinheta que coloquei acima, para levar um pouco do que foi a interação a quem não pôde ir ao evento) a ali aguardamos. A vinheta ainda não tinha começado, uma vez que a entrada oficial ainda não tinha sido autorizada. Só estavam no teatro os participantes do show, familiares destes, e pessoas ligadas à produção do evento. Passados mais alguns minutos, o projetor e tela, que já se achavam prontos no palco, começaram a exibir a vinheta, bem na hora que as pessoas começavam a entrar.




Enquanto todos iam se acomodando, a vinheta seguiu seu curso. Foi se repetindo, dentro do loop previsto. Um, dois, três ciclos... O olhar das pessoas era atraído por aquilo, notei que elas observavam e discutiam sobre as imagens. As crianças, animadas, riam olhando para a tela. A música tinha sido deixada baixinha, para compor a atmosfera, e não incomodar as pessoas.











E ela se repetiu, inúmeras vezes, ao longo de cerca de dez minutos. Nesse tempo, entre observar as pessoas e suas reações, fiquei pensando: "é, aí está, conseguimos mesmo". Não que achasse que não fôssemos conseguir, claro, mas é sempre um sabor especial ver algo que nos dedicamos tão intensamente ali, cumprindo o que se esperou dele. E mesmo já na área de animação há algum tempo, ainda nos espantamos ao ver o resultado de horas e mais horas de trabalho passar assim, num piscar de olhos, de ver cenas e detalhes que inserimos muitas vezes sequer serem notadas, percebidas.


Não demoraria muito, o teatro lotaria completamente. As poucas poltranas vazias foram logo ocupadas por quem ainda entrava. Enquanto isso, a vinheta seguia, inabalável, lá na frente. A música, já entrecortada pelo amplo vozerio, ainda convidava os que chegavam a acompanhar as peripécias do mini-mágico. E praticamente quando todos já estavam sentados, foi exibida então a versão com os 20 segundos adicionais, a versão onde enfim ocorreria a interação. Para tal, as luzes foram totalmente apagadas, chamando mais a atenção do público, para já se dar a entender que desta vez ocorreria alguma coisa de diferente.

Nosso personagem, o mini-mágico, "contracenou" com Rafael Titonelly, que também seria responsável pela abertura e condução do show. No momento que sua silhueta surgiu na projeção, Diego já estava gravando. Queríamos registrar não só a exibição da vinheta como também o momento da interação, afinal, esta só seria feita duas vezes. Aliás, devo ainda mencionar que a suavidade do movimento da passagem da cartola ficou bem melhor nos ensaios. Talvez tivesse sido mais fluido se feito como Marcos, o Doutor Mágico, falara: o mágico real ficaria na frente da tela, na frente do personagem, e faria a cartola aparecer. Enfim, de uma maneira ou de outra, o resultado final ainda ficou bem interessante.






Em meio a uma generosa salva de palmas, Titonelly, já de posse da cartola, viu a projeção ser suspensa no ar, revelando-o ao público. O interessante é que se criou um efeito quase como se ele a tivesse atravessado. As luzes se acenderam, marcando o início do espetáculo.

E então foi hora de esquecer um pouco dos frames e cores e nos focarmos apenas em aproveitar o show, em aproveitar aquele momento mágico, literalmente falando. Quem primeiro subiu ao palco foi um garoto, que já foi anunciado como uma das grandes revelações do festival. Tratava-se de Sebak, de apenas 12 anos, que cativou de imediato o público, com carisma e simpatia. A apresentação do mágico mirim, que veio da argentina, foi ainda composta com uma trilha dançante, em um ritmo que embalou intensamente a todos. Sebak, em sua apresentação, manipulou CD's com agilidade surpreendente, fazendo-os aparecer e desaparecer. Um skate também estava entre os objetos usados. Demonstrava grande técnica, e parecia muito feliz por estar ali, parecia realizado. Sebak fez inúmeras mágicas, em um ritmo tão rápido e intenso que algumas deles não consegui acompanhar direito, por ainda estar pensando nos truques anteriores. Ele concluiu sua apresentação completamente ovacionado por todos e devo dizer que foi um dos melhores a se apresentar nesse dia, sem dúvida. Sebak tinha tudo, e sua presença de palco não parecia forçada, programada, era simplesmente inocente, alegre, pulsante.

Depois foi a vez de Eduardo Peres, mágico e palestrante que só pelo porte e maneira de falar já percebemos ter certo renome nacional e internacional. Peres atua também no setor corporativo com conferências motivacionais e, antes de fazer seu show, conversou um pouco com a plateia, apontando pontos interessantes sobre a convivência humana e lançando questões que propunham certa reflexão. Bem articulado, escolhendo bem suas palavras, Peres pediu a ajuda de pessoas do público (foi uma constante entre muitos dos mágicos) para realizar seus números.

Eduardo Peres conduzia seus truques quase como se dessa uma palestra, seu humor preciso foi um diferencial 

Um dos momentos mais surreais da noite foi a apresentação de Mr. Daba. Com jeito irreverente e um 'portunhol' competente, o mágico encenou uma louca partida de tênis no palco. Chamou uma pessoa da plateia, e passou a chamá-la de Guga (nome de um tenista escolhido pela pessoa). Fez mágicas com bolas e raquetes, entre outros truques. Também divertiu muito o público com tiradas no mínimo inusitadas e terminou por chamar a pobre pessoa sempre de Guga, ao fim do número ninguém mais lembrava seu verdadeiro nome.

Mr. Daba e "Guga", em uma partida de tênis mágico

O japonês Shot Ogawa também foi outro mágico muito aplaudido. Com um terno branco, quase ofuscante ante a posição do jogo de luzes, ele fez vários truques com varinhas coloridas, lenços e outros objetos, demonstrando mãos hábeis e incrível concentração. Como Ogawa não fala português, foi traduzido em tempo real, o que gerou algumas situações engraçadas, das quais o mágico, com muito bom humor, se saiu muito bem.

Shoot Ogawa em momento-chave de seu número, na segunda noite do FENOMA 2012

Já no domingo, último dia de FENOMA, Ogawa impressionou o público com mágicas que questionavam a realidade

Um outro número bastante interessante se deu com Vinny, um jovem mágico daqui mesmo do estado. Ele adotou pequenos guarda-chuvas, ou sombrinhas, como elemento central. Entrou no palco sozinho, aparentemente sem nada, e de repente, fez surgir a primeira sombrinha. O que se viu a seguir foi um belíssimo número de multiplicação. Vinny as girava, criando curiosos padrões de cores, e mais e mais sombrinhas iam surgindo, enchendo o palco, e os olhos de todos que acompanhavam. Foram dezenas delas, até sua participação ser encerranda com a aparição de um guarda-sol. Mágica memorável!

Vinny e sua incrível multiplicação de guarda-chuvas, ótimo número do FENOMA 2012


Fechando essa noite, tivemos ainda a bela apresentação de Ryan Rodrigues, que apresentou um misto de coreografia e mágica. Ryan trouxe a suavidade de leques para o palco, multiplicando-os, manipulando-os, e encantando a todos. Sua roupa lembrava a de um samurai, e ela foi sofrendo alterações durante toda a rotina, sendo assim parte fundamental de sua apresentação.

Ryan Rodrigues, além de dirigir o espetáculo, também se apresentou nos shows de Gala

O show terminou por volta das 22h. Todos os mágicos da noite foram novamente anunciados e voltaram ao palco, onde receberam os aplausos calorosos do público, além de serem também fustigados pelos inúmeros flashes das máquinas fotográficas. Reconhecimento e prestígio mais que merecidos, foram shows fascinantes e surpreendentes.



Na sequência, houve uma breve e reservada homenagem ao mágico Joe Marbel, falecido em dezembro de 2011. Nesta ocasião, seria lançado um DVD reunindo todas as participações do mágico e suas colaborações no Fenoma, entre outros materiais. Então, bem na salinha de entrada do teatro, todos os mágicos foram reunidos e Marcos, presidente do NUAMAC (Núcleo de Amigos Mágicos do Ceará), falou algumas palavras, sobre a importância e falta que Marbel tem e faz no cenário mágico atual. Também estava presente o filho de Joe Marbel, demonstrando respeito e admiração pelo trabalho e obra do pai, ainda que visivelmente emocionado. Ainda, foi anunciada e entregue a cada um dos mágicos desta edição do Fenoma uma medalha, a medalha Joe Marbel. Foi gesto emocionante e reconhecedor.




Mas o FENOMA não se resumia só a shows, a programação do evento era bem ampla. Havia conferências apresentadas pelos próprios mágicos, nas quais se comentavam truques e afins, com destaque para a de Héctor Carrion. Ainda, tinha-se a Feira Mágica, com variedade de produtos para mágica, aberta ao público. Outro destaque era também o espetáculo teatral A Cidade Mágica, que foi encenado no Theatro José de Alencar e trouxe todo o elenco formado por mágicos, numa interessante maneira de fundir a arte mágica com dramaturgia.

Infelizmente, por contratempos nos horários, não pudemos acompanhar grande parte dessas programações. Assim, só voltamos mesmo a interagir com o FENOMA na noite de domingo, 16, quando se daria então o último show de Gala, encerrando o evento.Tivemos neste dia mais apresentações, alguns novos truques de mágicos do dia anterior, (como a segunda foto de Shoot Ogawa, que coloquei mais acima) outras de mágicos que ainda não tinham se apresentado, além, é claro, novamente, da apresentação de Rafael Titonelly.

Alías, por falar nele, posso dizer que Rafael exerceu ali quase uma posição típica do rótulo "ame-o ou deixe-o". Era evidente, desde os primeiros minutos dos shows, que ele já desempenhava um personagem, que não era o mesmo Rafael de fora do palco. Com o andamento dos shows, e após alguns poucos truques (e mais piadas) feitas por ele, percebi como era meio apelativa sua maneira de conduzir o show. Ele parecia usar um pouco do stand-up para ganhar as graças do público. Suas aparições eram sempre com as luzes acesas, talvez para facilitar de chamar as pessoas do público – dizia gostar sempre de ajuda para seus  números, mas o que mais parecia fazer era criticar e até fazer piadas de mal gosto sobre o porte físico das pessoas. Claro que a maioria das pessoas do público adorava aquelas piadas toscas, a maioria ria mesmo, um riso alto, típico quase de quem quer chamar a atenção, mas havia muitas crianças presentes ali, muitas crianças que não viam qualquer graça naquilo. Onde estava o respeito por elas? E mesmo às pessoas mais conservadoras? Piadas infames que mais denegrem do que causam graça, foram ouvidas constantemente. Toda essa situação me lembrou muito o filme O professor aloprado (1996), na cena em que o professor entra em um bar para assistir a um show de humor e se vê ridicularizado continuamente pelo 'artista'. Foi mais ou menos essa a imagem que Titonelly passou, em boa parte desses momentos de stand-up.

Rafael Titonelly mescla mágica com comédia stand-up, mas passa do ponto muitas vezes, tornando-se dispensável e vulgar

Claro que ele também tinha bons trunfos, e muitas vezes contava histórias realmente engraçadas, criativas, fazia piadas de si mesmo e ria de suas próprias desgraças, além de demonstrar uma ótima capacidade de improvisação, em momentos que o show não ia bem para o lado que ele levava. E se a situação apertasse demais? Ora, Titonelly tinha uma arma secreta: tirar a camisa. Como assim? Prefiro nem comentar, mas quem estava lá, ou o conhece, sabe do que estou falando. E isso funcionava? Sim, mas era mais um momento dispensável e vulgar.

Se por um lado as piadas sem graça de Titonelly desvirtuaram um pouco o show, por outro a ideia de ter um apresentador que não fizesse só mágica era boa. Era como um breve intervalo entre os shows, um relaxamento. As luzes se acendiam, o público descontraia um pouco, mas Titonelly parecia exagerar, passar do ponto, saturar. Em certo momento, ao chamar um garotinho para ajudá-lo, sua falta de tato fez com que o garoto chorasse. O público ficou meio dividido nessa hora, uns penalizados, outros criticando o menino. Crianças são sinceras, não se submetem facilmente a fingir caras e sorrisos. O garotinho só refletiu a sensação de estar no palco, sem saber o que fazer, orientado por aquele 'louco'. Como falei, percebíamos que não era só a pessoa Rafael Titonelly, mas sim uma espécie de personagem, criada por ele, para aqueles momentos.

Não era preciso exagerar tanto ou baixar o nível das piadas para divertir o público. Eduardo Peres, que mencionei lá em cima, conversou bastante, contou histórias hilárias e rapidamente cativou a todos, sem precisar criticar as pessoas, usar palavras chulas, ou muito menos tirar a camisa. Claro, a personalidade é o que nos torna diferentes. Titonelly, como já o vi dizer em uma entrevista, só gosta de fazer mágicas junto com comédia, essa é quase uma marca sua, tanto que é conhecido por muitos justamente por magicomediante. Nesse ponto, para quem gosta desse tipo de piada, sua participação foi um prato cheio, não há dúvidas. E já digo logo que não quero em nenhum momento aqui repudiar seu método, técnica ou conduta. Só estou comentando um pouco do que senti e percebi na hora, o que foi partilhado por meu irmão, Diego Akel, e outros familiares que também assistiram ao show. Titonelly, no geral, fez uma boa apresentação, animada e descontraída, só passou mesmo do ponto em vários momentos, demonstrando um pouco de falta de respeito, parecendo esquecer-se da mistura de públicos que havia ali, das inúmeras crianças que o assistiam, e que talvez não fosse bem aquilo que esperavam ver.

Bom, voltando a falar do show em si, nesse último dia de Fenoma, domingo, o teatro lotou em poucos instantes. Igual como no sábado, havia uma fila com dezenas de pessoas à entrada. Após o início, inúmeras delas ainda ficaram de fora. Foi feita uma concessão, para entrarem mais pessoas, e rapidamente o chão e laterais do teatro foram preenchidas, por gente que se sentou no chão mesmo, o importante era assistir ao show.

Depois de cerca de duas horas de mais mágicas, músicas, luzes e stand up, por voltas das 22h, houve o encerramento do show, que dessa vez fechava também o evento. Fernando Dantas, que era responsável pelo marketing, e que havia contracenado com Titonelly em certas partes do show, agradeceu ao público o prestígio dado ao FENOMA, ao longo desses três dias, enalteceu a importância do evento, e chamou todos que fizeram o festival a se juntar no palco, para uma foto coletiva. O elenco de mágicos, a equipe de produção, todos subiram e se agruparam lado a lado. Até alguns convidados e amigos que não participaram diretamente do show foram chamados, no clima de encerramento. Eu e Diego, sentados, ficamos surpresos quando Marcos, o Doutor Mágico, lá de cima, chamou para o palco os autores da vinheta que engrandeceu o espetáculo, do mágico maluco. Nos levantamos, sob alguns aplausos, e nos juntamos a todos eles, já fechando o plano que limitaria a fotografia. Sob a orientação da fotógrafa para não nos mexermos, a fim de que todos aparecessem, a foto que marcava o encerramento do Fenoma foi tirada. Foi muito bacana para nós também estarmos nela, de ter feito parte deste ótimo evento.

Encerramento do Fenoma 2012. Equipe responsável pelo evento se reúne no palco. Foto: Sheila Oliveira


Tivemos ainda uma breve confraternização, no palco mesmo, onde todos se cumprimentaram, tiraram mais fotos, e conversaram brevemente. Era uma sensação muito boa de fazer parte daquilo, nos sentimos quase como colegas dos mágicos, envolvidos naquela atmosfera. Durante a produção da vinheta, nossa passada pelo mundo da mágica tinha começado a nos cativar e atrair, a ponto de pensarmos até em começar a praticá-la. Ali no palco, diante de nomes como Shot Ogawa, Diego comentou novamente comigo a vontade de começar a treinar mágica. É, pensei, seria mesmo bem interessante. Quando crianças, claro, nos encatávamos com truques de cartas e moedas, e até sabíamos fazer alguns truquezinhos básicos de um livrinho. E se agora, anos depois, tentássemos desvendar esse horizonte a tanto tempo esquecido. Por que não?

Cumprimentamos alguns dos mágicos, agradecemos e fomos agradecidos pelo Doutor Mágico, com quem comentamos nosso interesse de aprender a arte mágica. Ele disse haver cursos, organizados pelo próprio NUAMAC, e nos ficamos de ir até lá um dia, dar o primeiro passo.

Para finalizar, devo dizer mais uma vez da excelente experiência que foi para nós fazer parte desse grande festival que foi o FENOMA. O prazer de poder criar, com grande liberdade, a vinheta, a pesquisa extensa que fizemos nos artigos mágicos e, claro, a oportunidade de assistir aos shows, que podemos considerar quase um bônus, tudo foi único. Já disse e repito: um dos momentos mais bacanas para nós foi ver a vinheta sendo exibida, cumprindo a função a qual foi designada, ver acontecer diante de nós algo que era apenas uma ideia dias atrás, quase como num passe de mágica!

Bom, quanto a nos aventurarmos ou não no mundo da mágica, ainda não aconteceu propriamente. É um mundo novo, e como qualquer coisa nova que ser queira fazer, é preciso dedicação e determinação, ou seja, abrir um tempo para esse novo segmento. Certa vez ouvi um especialista na organização do tempo dizer que quando queremos fazer algo novo, temos sempre que olhar o que já fazemos e pensar: "Será que posso manter mais isso"? E que muitas vezes é preciso deixar uma coisa para poder fazer ou ter outra. Com certeza, seguir a área da mágica significaria talvez reduzir o tempo em alguma outra de nossas atividades, será que estaríamos prontos para tal? É com isso em mente que talvez continuemos ainda apenas pensando nessa possibilidade.

Enfim, amigos, busquei passar aqui, ao longo dessas duas extensas postagens, um pouco de tudo o que sentimos e vimos, eu e meu irmão, antes, durante e após o Fenoma 2012. Agradeço a todos que leram!


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