Frases


"O coração que se ganha é o que se dá em troca" – Marcelino Freire



Mostrando postagens com marcador Feira do Livro Infantil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Feira do Livro Infantil. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de março de 2012

Walcyr Carrasco na II Feira do Livro - Meus bastidores




Neste breve post, falarei um pouco do processo que me levou a fazer as duas postagens recentes sobre a participação do escritor Walcyr Carrasco na II Feira do Livro Infantil, aqui em Fortaleza.

Comecei a trabalhar nele no mesmo dia da palestra de Walcyr, 17 de setembro de 2011, tão logo cheguei em casa. A ideia era jogar logo para o papel os acontecimentos, à medida que ia me lembrando, para depois ir aparando as arestas do texto. Sem pensar muito, peguei papel, caneta, e comecei a despejar os fatos. Achei que quanto mais detalhes pudesse colocar, melhor conseguiria definir a atmosfera que se fez presente naquela hora na Praça do Ferreira.




Geralmente, quando escrevo para o blog, não costumo fazer muitos esboços ou preparações. Escrevo direto no editor de texto do Blogger, e ali mesmo acontece toda a evolução do texto, até chegar a hora de postá-lo (muitas vezes mexo neles até depois, quando me dou a reler posts antigos. É como dizem: um texto definitivo é algo que não existe.) Dessa vez, porém, percebi que seria interessante ter um pequeno planejamento, e aproveitaria para escrever à mão, que é algo que adoro fazer e que essa era digital luta para nos restringir a todo instante.





Foram três folhas, totalizando quase dez páginas, escritas ao longo de três ou quatro dias. Ali, como pode-se ver nas fotos, estava disposto, de maneira meio bruta ainda, as ideias e fatos que pude presenciar na palestra. Não tinha qualquer objetivo de fazer um texto jornalístico; queria imprimir minhas impressões, mostrar um ponto de vista, celebrar aquele momento, de maneira bem pessoal, como venho tentando fazer nos textos deste blog. E estava ficando satisfeito ao ler estas folhas, ao me ver novamente inserido naquela realidade.





Como não poderia deixar de ser em qualquer esboço, várias mudanças e correções foram feitas. Alguns trechos sequer foram usados, outros foram bastante ampliados. De qualquer maneira, após a publicação dos posts, e a boa repercussão que tiveram, guardo estes rascunhos com um gosto especial, um quê de certa forma precioso, se é que me entendem!

As poucas fotos e vídeos que consegui fazer, embora de baixa qualidade, ajudaram a compor algumas das cenas que descrevi nesses textos. Por mim, gostaria até de ter podido gravar todas as palavras do Walcyr, e acho que por isso busquei tentar colocar em palavras tudo o que assimilei, para tentar de alguma forma preencher essa impossibilidade. É evidente, também, que se tivesse conseguido toda a palestra registrada em vídeo, talvez não me debruçasse para escrever sobre ela. Enfim, tudo acontece como tem que acontecer.

Além de tudo, recebi ainda um ótimo comentário, no segundo post, de Júlio Kadetti, amigo e assessor de Walcyr Carrasco. Júlio, mais uma vez, obrigado por suas palavras!

Esse evento, com toda a certeza, me marcou bastante. Muito mais do que pelo autógrafo que consegui, mas pela grandeza que senti ao participar, interagir e principalmente relatar essa história, ao longo desses, agora três, posts dedicados a ele.



Os esboços e rascunhos aqui publicados originaram os posts abaixo:

II Feira do Livro de Fortaleza - Walcyr Carrasco (I)
II Feira do Livro de Fortaleza - Walcyr Carrasco (II)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

II Feira do Livro de Fortaleza - Walcyr Carrasco (II)


Fotos: Denis Akel

Dando continuidade ao primeiro post sobre a presença do escritor e autor Walcyr Carrasco, que fechou a programação da II Feira do Livro Infantil, em setembro passado aqui em Fortaleza, comentarei agora sobre um dos momentos mais esperados por todos: a sessão de autógrafos.

Ao final de sua palestra, que durou cerca de uma hora, Walcyr foi ovacionado fervorosamente. Chegara o momento dos autógrafos. O narrador do evento, de posse do microfone, começou então a orientar como seria o procedimento. A multidão de pessoas se levantou das cadeiras, ainda sem saber muito bem para onde deveria se dirigir. Lembro de que bem no início da aprensentação, foi dito que Walcyr, devido à grande demanda do público, não falaria com cada um individualmente. Informaram que quem tivesse algo para dar a ele, teria de dar à produção, e esta a encaminharia ao escritor. É engraçado que mesmo assim uma pessoa do público conseguiu lhe dar um livro, sem toda essa formalidade, como falei no primeiro post. Entendi então que talvez ele não desse uma sessão de autógrafos aberta, e lembrei-me de imediato de como Maurício de Sousa tinha feito, na Bienal do Livro de 2010 (dando autógrafos em uma salinha separada, veja mais aqui).

Contudo, desta vez não chegaria a esse ponto. A produção aparentemente voltou atrás. É certo que não havia mais de mil pessoas, como lá no dia do Maurício, logo não haveria necessidade de tanto. Assim, os autógrafos seriam mesmo dados ali na tenda. Walcyr se dirigiu para uma mesinha que foi arrumada em uma das extremidades desta. Todos o seguiram quase de imediato e uma fila começou logo a se formar. Sem hesitar, fui logo em direção a ela; o livro, O caçador de palavras, firme nas mãos. Quando consegui tomar a fila, já estava com umas cinquenta pessoas à frente. E mais e mais iam chegando, extendendo-a até quase fora da tenda. Mentalmente, enquanto não chegava a minha vez, ocupei-me em meio que ensaiar o que iria dizer ao Walcyr. Com o passar dos minutos, uma certa apreensão crescia em mim. Pensei em desistir, sair da fila. Por alguma razão me sentia subitamente quase incapacitado. É sempre uma situação de certo nervosismo quando temos a oportunidade de falar com alguém cujo trabalho exerce tanta influência em nós, ficamos sempre meio abobalhados, ainda mais quando vemos que não teremos mais do que alguns breves minutos, ou até segundos.

De onde estava, alternei olhares entre onde Walcyr deveria estar, no começo da fila, imerso em uma grande massa de pessoas, a fila atrás de mim e para as pessoas que iam saindo com seus autógrafos. Enquanto observava, refletia. Ora, todos estavam ali com um objetivo: ter um contato, por menor que fosse, com o autor. Embora eu ainda desconfiasse que talvez a maioria estava ali mesmo era pela badalação. Olhei então para meu livrinho, amarelado pelo tempo, não mais editado, quase esquecido, que não era um dos livros novos e recentes do autor, que enchiam o estande da Editora Moderna, e pensei que provavelmente seria único ali. Não que eu esteja menosprezando os outros, mas eu julgava estar naquela fila por bem mais que um simples e mero autógrafo. Aquele livrinho significava muito para mim. Praticamente me inclinou à literatura, juntamente com outros três (que mencionarei aqui em outro momento). Ter a oportunidade de estar diante do autor, que a princípio não faz ideia de nada disso, é um momento indescritível. Gostaria de poder conversar com ele mais livremente, saber de onde veio a ideia para aquela história, como foi escrevê-la, comentar que estou seguindo um caminho similar e por aí vai, mas eu bem imaginava que ali, naquele momento, talvez nada disso fosse possível.

O trechinho abaixo mostra um pouco da movimentação da fila:



A fila caminhava, e eu notava que todos passavam realmente pouquíssimos minutos, senão segundos na vez. Claro que seria impossível dedicar muita atenção a todos, imaginei. Walcyr recebia as pessoas com um sorriso e já esperava o livro, ou o que quer que fosse, para assinar (teve gente que quis que ele autografasse a camisa que vestiam!). Depois, elas saiam pela lateral, e a próxima avançava, mecanicamente, como um automóvel que espera o semáforo abrir. Olhando para aquela cena, pensei comigo: Walcyr está aqui quase como um semi-deus, adorado e idolatrado por todos, com pompa de héroi, mas não se pode esquecer que antes de tudo ele é uma pessoa comum, que soube aproveitar as oportunidades que lhe surgiram na vida, e que teve seu talento reconhecido. Como ele mesmo disse, chegou aonde chegou com muito trabalho. Todos temos esse potencial. Então, não havia a necessidade de se criar muros entre mim e ele, e certamente havia mais alguém naquela fila com ideais semelhantes aos meus. Mesmo tendo essa consciência, ainda não consegui me sentir inteiramente à vontade, embora já estivesse mais focado.

Faltando mais ou menos dez pessoas à minha frente, percebi que não poderia mais voltar atrás, não poderia (nem deveria) desistir. Iria em frente agora de qualquer jeito. Walcyr enfim se tornara visível a meus olhos, quando a aglomeração em volta dele começou a se dissipar. Podia vê-lo dando as assinaturas. Continuei organizando mentalmente o que queria dizer para ele: "Walcyr, é um prazer conhecê-lo...", "Esse livrinho é um dos meus favoritos...", "Eu também escrevo...", "Seu livro me influenciou muito...". Frases como essa pipocavam a todo instante em minha mente. Sabia que não seria possível dizer tudo o que gostaria, mas era preciso tentar. Não estava querendo falar nada referente às novelas, por já ser um assunto tão comum e de certa forma desgastado naquele momento. Com apenas duas pessoas à minha frente, eu já me sentia quase diante dele.Vi os dois seguranças, de expressões impassíveis, próximos à mesa. E então, enfim chegou a minha vez.

Cumprimentei Walcyr com um olhar, e disse que era um prazer conhecê-lo. Walcyr balançou a cabeça, em um gesto semi-automático. Em seguida, soltei o livrinho na mesa diante dele. Foi tudo muito rápido, e mesmo mais calmo senti as frases que tanto ensaiara antes me fugirem. Walcyr então esboçou uma exclamação de surpresa: "Ah, esse livro...", como que se ele próprio não o visse há muito tempo. Me pareceu que ainda diria mais algo, continuando sua colocação, mas acabei cortando-o, jogando as coisas que queria lhe dizer, começando a aproveitar o pouco tempo que teria. Se ele tinha ou não mais algo a dizer sobre o livro, jamais saberei. Depois que eu falei uma ou duas frases, para um Walcyr agora sorridente, ele perguntou meu nome, já com a caneta em riste no punho e o livro com a primeira página virada. Claro que o objetivo daquela fila era mesmo o autógrafo, e não ficar conversando com o autor, mas não pude evitar de sentir naquela pergunta uma maneira de me encerrar logo, como que para apressar a fila, e dar passagem ao próximo "automóvel" – ou talvez fosse só impressão minha. Dito meu nome, a mão de Walcyr começou a fazer seu trabalho, assinando friamente o livrinho. Aproveitei esse ínterim para dizer o quanto aquele livro era significativo para mim, sem antes dizer, é claro, que eu também escrevia. A trama do livro, que envolve etimologia, me fascinara de imediato na primeira vez que li, anos atrás, e desde então passara a gostar e me interessar pela área. Walcyr concordava com a cabeça, enquanto terminava de assinar. Depois virou o rosto para mim, entregando o livrinho. Eu disse ainda que admirava muito seu trabalho, que gostara da palestra e que sempre acompanhava seu blog. Agora vejo que talvez pudesse ter falado algo menos clichê, mas na hora foi apenas o que me ocorreu. Walcyr concordou novamente com a cabeça, dessa vez olhando para mim. Senti que de certa forma meu tempo se esgotara.

O livrinho, em minhas mãos, já estava autografado e eu teoricamente já deveria ter deixado os "holofotes", já devia abrir espaço à pessoa de trás. Walcyr olhava para mim como se esperasse que eu fosse dizer mais algo. Naquele momento, porém, temi não conseguir articular mais nada a dizer, sem cair em repetição. Após falar do blog, agradeci a ele, e acabei saindo pela lateral. Enquanto andava, notei que Walcyr ainda continuou me olhando, por breves segundos. Era como se ele ainda quisesse me dizer algo, ou como se sentisse que eu tinha mais a dizer, mas de certa maneira estava tão incapacitado quanto eu. A enorme fila que estava às minhas costas esperava, pacientemente, para ser atendida. Talvez Walcyr esperasse que eu quisesse fazer uma foto com ele, como muitos ali desejavam, mas esse não era bem meu objetivo. Sim, minha vez acabou sendo muito rápida, muito abrupta. Segundos depois que saí da tenda, Walcyr, após me acompanhar momentaneamente com o olhar, tornou a virar o rosto para o próximo, que já lhe estendia o livro a ser autografado.

Enquanto caminhava, saindo dos arredores da Praça do Ferreira, olhei novamente a assinatura que Walcyr me deixara. Tinha esperado cerca de trinta minutos para apenas trinta segundos. Mas era isso mesmo. Ao menos eu tinha conseguido lhe dizer algo. Fui numa lanchonete próxima, onde tomei um suco e fiquei repensando toda esta situação. Recordava o que havia dito, em um hábito típico de pensar se tinha agido bem. Comecei a crer que talvez tivesse falado tudo muito rápido. Talvez Walcyr não tenha entendido quase nada do que falei. Mas procurei não me preocupar, pois sabia que alguma coisa ele tinha entendido sim. Sua exclamação de surpresa ao ver o livrinho não deixava dúvida. Eu me senti bem, de certa forma realizado, apesar do momento ter sido tão breve e direto. Quando terminei o suco e retornei à praça, a fim de olhar alguns livros nos estandes, vi que ainda havia um enorme burburinho na tenda principal, e perguntei a mim mesmo se seria possível Walcyr ainda estar ali. Já se passara uns quarenta minutos desde que eu saíra da fila. Apurei a vista, à medida que me aproximava, até que o vi emergir do contigente de pessoas que lá estava. Sorridente, Walcyr começou a deixar a tenda, ladeado por seus seguranças. Algumas pessoas ainda tentavam segui-lo. Ele seguiu alguns metros, na direção de onde havia sido montado um palco para shows e desapareceu por entre uma portinha lateral que se camuflava a uma parede. Tudo foi muito rápido.

Ainda retornei à praça, onde desfrutei mais um pouco dos últimos momentos da feira, passeando pelos estandes. Nesse dia, no caminho de volta para casa fiquei olhando a assinatura. Ela inegavelmente exercia em mim um certo ar de conquista. Por várias razões, imagino, mas primeiramente por ser o primeiro autógrafo ao vivo que consigo, e por ele ter sido dado em um livro que tanto me estima. No dia seguinte, Walcyr deixaria Fortaleza e retornaria à sua rotina de trabalho no eixo Rio/SP. As pessoas que estiveram na Praça do Ferreira, durante sua palestra, àquele 17 de setembro, com certeza foram marcadas por suas palavras, umas mais, outras menos, é fato, mas o autor se fez ouvir de maneira geral, expondo um pouco de sua carreira, do início à fase atual. É sempre interessante saber como escritores e autores dão seus primeiros passos, principalmente aqui no Brasil, onde não há muito suporte ou incentivo nessa área. Gostei da palestra, das palavras de Walcyr, apesar de achar que talvez houvesse mais variedade de assuntos e perguntas se ele não estivesse com uma novela no ar na época. Não que eu esteja excluindo as telenovelas de sua obra, mas a maioria das perguntas acabou centrada nelas e como ele estava em uma feira literária, seria mais interessante se o foco principal estivesse mesmo nos livros e na literatura. Contudo, quem faz uma boa palestra, além do palestrante, é o público, e é evidente, porém, que se não fosse a novela em questão, provavelmente uma boa parte das pessoas não teria comparecido!





quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

II Feira do Livro de Fortaleza - Walcyr Carrasco (I)

Foto: Divulgação do evento

Recentemente, postei aqui alguns comentários sobre a passada do escritor e contador de histórias Ilan Brenman aqui em Fortaleza, em ocasião da II Feira do Livro Infantil (veja aqui). Agora, falarei um pouco sobre talvez o maior destaque desta edição do evento, a presença do escritor e autor Walcyr Carrasco. Nesse post, dividido em duas partes, procurei colocar uma visão geral de como foi a apresentação, sob meu ponto de vista.

Walcyr sem dúvida foi uma alavanca de formidável impulso para levar à Praça do Ferreira um excelente público, para um evento literário em ascensão; cerca de 150 pessoas somente em sua apresentação. Eu mesmo, inclusive, fui motivado a ir conhecê-lo. Admiro muito o seu trabalho, não somente na área de teledramaturgia, onde talvez seja mais conhecimento e amplamente divulgado, mas também na literária; Walcyr Carrasco tem uma sólida carreira como escritor, com diversos livros publicados, destacando-se os infantis, mas também com infanto-juvenis e romances, além de traduções, adaptações e peças de teatro.

Um de meus livros favoritos e, devo dizer, fundamentais para minha escolha por trilhar também o caminho das letras é da autoria de Walcyr. Trata-se de O Caçador de Palavras, um livrinho pequeno e pouco conhecido, que atualmente já não é editado. Mesmo assim, muitos devem lembrar dele por ter vindo junto com o dicionário LUFT, da editora Ática, em meados de 1993. É uma história curta, breve, mas que transmite um ideal tão vasto que até hoje me influencia. Enfim, falarei mais sobre este livrinho em uma postagem exclusiva, ainda por vir.

Voltando ao assunto central, Walcyr Carrasco fecharia a II Feira do Livro Infantil com chave de ouro. Sua participação estava marcada para o sábado, 17 de setembro. Na ocasião, Walcyr daria uma palestra sobre sua obra e carreira e ainda concederia uma sessão de autógrafos. Seria bem parecido como foi com Ilan Brenman, com a diferença massiva estando por conta da quantidade de público presente.

Marcada para as 15:00, me programei para evitar atrasos, saindo com certa antecedência, sem esquecer, é claro, de levar O Caçador de Palavras comigo; faria questão que Walcyr o autografasse. Sabia que a movimentação lá seria intensa e queria também um bom lugar para sentar, assim, cheguei à Praça do Ferreira por volta das 14:45. Quase não acreditei quando olhei para a tenda central: estava praticamente lotada. Dezenas e dezenas de crianças, fardadas, provavelmente de escolas, enchiam as muitas cadeiras que tinham sido dispostas, em meio ao mini palco onde ficavam os palestrantes. Além delas, havia também um enorme público geral, compondo os locais restantes e também curiosos nas imediações da tenda. Àquela hora, já era impossível pegar um lugar à frente; tive de me conformar em sentar bem atrás. Uma vez acomodado, comecei a olhar novamente em volta, observando o tipo de público que ali estava. Fazia um calor imensurável nesse momento, mesmo a tenda sendo ao ar livre (ou talvez justamente por isso).

Foto: Denis Akel

Pouco antes da hora marcada, o responsável pela locução do evento subiu ao mini palco e avisou, com voz entusiasmada, que Walcyr logo entraria. Somente essa declaração já foi suficiente para levar todos ao delírio, em sonoros gritos de euforia. E então, pontualmente às 15:00, avistei Walcyr Carrasco chegando à tenda. Trazia à cabeça uma espécie de chapéu-panamá (que depois revelaria ter ganhado já na cidade). Sua roupa, de algum modo leve e simples, transmitia segurança e tranquilidade. À aparição do autor, o público explodiu em fervorosos aplausos, juntamente com gritos e exaltação. Foi bom ver toda aquela comoção em torno de um escritor, embora soubesse que talvez a maior parte daquele estardalhaço se devesse não à sua obra literária, mas às suas novelas. Eu esperava até o final da palestra poder mudar de opinião.

Um outro detalhe que não pude deixar de notar, enquanto corria os olhos em volta, observando as pessoas, foi a forte presença de seguranças. E não pareciam seguranças comuns. Cogitei até a possibilidade de ser uma equipe especial do próprio Walcyr, já acostumada a protegê-lo. Farda escura, boina vermelha, rosto impassível. Num detalhe na manga do braço, os dizeres "defesa pessoal" podiam ser lidos. Pareciam saídos de um desses filmes de assaltos milionários.

Após receber o microfone e tomar a frente do público, Walcyr, sorridente, saudou a todos, dizendo o quão feliz estava por estar ali. Inicialmente, ele quis ler um poema de que muito gostava, de autoria de Mario Quintana. Walcyr bem que tentou, mas a plateia não facilitou; vozerios e balburdia iam se manifestando, complicando o andamento da apresentação. Além disso, graças ao microfone, que parecia estar com algum problema (não demorou a ser substituído), sua leitura começou quase inaudível. Percebendo a dificuldade repentina do público, Walcyr alertou, sério, que se todos não fizessem silêncio, ele iria embora. Pronto, bastou isso. Como num passe de mágica, as professoras das crianças, que eram as principais responsáveis pelo caos sonoro, se fizeram ouvir e buscaram conter os pequenos. Walcyr prosseguiu lendo Quintana, mas continuei ouvindo apenas palavras perdidas. Longe do palco, só ouvia uma palavra ou outra dele, espaçada – agora pelos murmúrios – do mar de crianças que estavam à minha frente.

Foto: Denis Akel

Em seguida, falou um pouco de sua carreira, de suas referências. Contou que seu gosto pela leitura veio da infância (em uma época em que sequer havia TV), através das clássicas obras de Monteiro Lobato, e que sua aptidão à escrita veio naturalmente por conta disso, por volta dos 12 anos de idade, quando começou a se descobrir escritor. Walcyr se encantou pelo Saci, Pedrinho, Emília, a ponto de decidir também querer escrever suas histórias. Daí em diante, para realizar seu intento, passou a ler muito, como deve ser o hábito de todo escritor. Apontou os contos de fadas como um de seus gêneros favoritos, citando a obra de Hans Christian Andersen, célebre por O Patinho Feio, A Pequena Sereia, entre outros. Falou ainda de nomes como Shakespeare, que ele muito admira e até traduz, a Júlio Verne, e de como gosta de fazer referências sutis a eles em suas obras. Ressaltou ainda o quão visionário Verne foi, ao escrever 20.000 Léguas Submarinas em uma época onde não existiam submarinos. Ainda sobre o ato e gosto pela leitura, enfatizou que o conceito de gostar ou não gostar de algo é muito relativo, pois pode-se muito bem aprender a gostar ou aprender a não gostar, seja lá do que se tratar.

Foto: Denis Akel


Seguindo-se a esta breve introdução, duas pessoas, cujos nomes ou cargos não me recordo, mas que certamente haveriam de ser pessoas de peso no evento (talvez até alguém de importância na cidade), foram chamadas ao centro da tenda, onde leriam alguns trechos de livros do Walcyr. Durante a leitura de seus textos, Walcyr Carrasco manteve-se sentado, ao lado da pessoa que lia. Percebi que ele vagueava o olhar pela plateia, como se buscasse conhecer melhor seu público, mas sem se distrair do que era lido. Porém, notei que a fatia do público que prestava atenção era muito pequena. Eu mesmo não conseguia acompanhar direito alguns trechos. Achei que os textos escolhidos foram demasiados longos, o que pareceu enfadar rapidamente boa parte do público, que, disperso, fazia barulho e atrapalhava quem queria ouvir e estava mais longe do palco, como eu.

Não lembro exatamente se foi nesse momento, ou mais no início, mas Walcyr ainda ganhou um livro de presente de uma pessoa do público, que fez questão de deixar claro que o livro só seria colocado à venda ano que vem, e que aquele exemplar era exclusivamente para ele. Walcyr, surpreso e admirado, mostrou o livro ao público, repetindo o que ela disse.

Findadas as leituras, o público respondeu com aplausos. Walcyr Carrasco continuou, então, tornando a falar, agora mais detalhadamente, de sua carreira, projetos e trabalhos. Ele esbanjava simpatia, usando seu chapéu-panamá que – como revelou depois – ganhara na ocasião, mas que lhe caiu perfeitamente; parecia quase feito para ele.  Walcyr falou que inicialmente escrevia para jornais e revistas (Revista Recreio) e que aos poucos foram lhe aparecendo oportunidades de escrever para teatro e TV. Disse ainda que chegou à Globo com muito trabalho e dedicação, e que isso já fazia dez anos. Mesmo com uma vasta liberdade de produção na TV, adora escrever livros para o público infantil, pois vê nessas histórias muito mais do que elas aparentam representar.

Foto: Denis Akel


Passada a introdução de Walcyr, a leitura de seus textos e do poema de Quintana, teve-se início o bloco de perguntas. Um microfone foi sendo conduzido a uma das muitas mãos que sempre se arguiam; todos buscavam  poder dirigir algumas palavras ao escritor. Uma das primeiras perguntas a surgir foi quanto à sua rotina de trabalho, em que hora ele costumava escrever. A isso Walcyr Carrasco respondeu de imediato, com ar brincalhão, arrancando sonoros risos de todos: "Sou um vampiro!". Com isso, quis dizer, como explicou em seguida, que tinha hábitos notívagos. Disse que usualmente começava a escrever às 23:00, indo até as 3 ou 4 da manhã (quem o conhece do Twitter sabe que é mais ou menos nesse horário que ele vai fumar seu charuto e meditar!).

Como não poderia deixar de ser, Walcyr foi fustigado com várias perguntas referentes à sua novela Morde & Assopra, ainda em exibição na época. Foram realmente muitas perguntas, desde as mais inocentes, como crianças que realmente acreditavam que havia um rôbo vivendo o personagem da Naomi Rôbo, a outras mais extravagantes, como: "Como você fez a cena onde o rôbo remove parte de sua pele artificial e exibe seus componentes eletrônicos?" Walcyr, direto, respondeu à primeira dizendo que era a atriz que fazia as duas personagens, que era mérito dela a "versão rôbo"ficar tão autêntica. Quanto à segunda pergunta, disse categoricamente que não foi ele quem fez a cena mencionada, e completou sua resposta, dando a todos um breve panorama de como funciona o andamento de uma novela, da concepção da cena à sua filmagem. Walcyr disse que ele somente escrevia. Em seguida, o produtor irá negociar detalhes que envolvem a cena (locações, etc) e o diretor a dirige. Citou ainda um exemplo, usando uma praia daqui de Fortaleza como ambiente. Ele escreveria o que iria ocorrer, o produtor entrava em contato com a prefeitura da cidade, para negociar detalhes da locação, e o diretor executava a direção. Em termos, foi bem claro ao dizer que poderia escrever praticamente o que quisesse e o produtor teria que se virar para conseguir realizá-la, o que arrancou mais boas risadas do público. Ainda sobre o tema de produção, alguém perguntou quem escolhe o elenco de suas novelas, e se a opinião dele é unânime. Walcyr respondeu, sucinto, que é 50% ele, 50% a emissora/equipe.

Tivemos também algumas perguntas bem incomuns, que geraram respostas bem contundentes. Em dado momento, Walcyr foi indagado sobre quais alguns de seus momentos felizes e tristes. Respondeu dizendo que tenta não ter momentos tristes; tenta sempre enxergar o lado bom que há em tudo. Completou dizendo que embora muitas vezes não consigamos fazer essa distinção, é um bom caminho para sofrermos bem menos.

Outra pergunta, ainda sobre Morde, foi referente ao desfecho de alguns personagens. Walcyr riu-se, e de certa forma insinuou, mas acabou não revelando nada, deixando suspense e ansiedade no público que assistia à novela. E sem deixar o assunto novelas de lado, um menino quis saber se o macaco pintor de Caras & Bocas, trama que repercutiu bastante em 2009, realmente pintava. Walcyr contou uma história sobre um macaco nos EUA, que nos anos 30, 40, ficou muito famosos por pintar, tendo inclusive vendido muitas telas. O macaco de sua novela (na verdade uma macaca) gostava muito de desenhar, mas não pintava.

Encerradas as perguntas, o público prorrompeu em um forte e prolongado aplauso. Walcyr Carrasco sorria, no centro de todos. Mas aquele momento ainda não terminaria: teríamos ainda a sessão de autógrafos. O narrador do evento assumiu o microfone  e começou a organizá-la. E é a partir de lá que começa a segunda parte dessa postagem, em breve no ar!

E para finalizar, alguns trechos que consegui captar da palestra. A qualidade não é das melhores, mas todo registro é válido. :)

Veja a segunda parte aqui.








quarta-feira, 16 de novembro de 2011

II Feira do Livro de Fortaleza - Ilan Brenman



Em setembro, aconteceu aqui em Fortaleza a segunda edição da Feira do Livro Infantil, evento que busca alimentar a fome pelo livro e leitura, com oficinas, shows, contação de histórias, palestras, além da presença de grandes nomes do cenário, como o compositor e escritor gaúcho Vitor Ramil e o escritor e autor Walcyr Carrasco, grande destaque da feira.

Quando soube do evento, apressei-me para ficar por dentro da programação, que era divulgada na TV em rápidas chamadas. Até então, meu maior interesse na feira era a palestra de Walcyr Carrasco. Não exatamente pelo seu trabalho nas telenovelas, onde é largamente conhecido, mas por ele ser autor de um dos livros que me despontou a gostar de escrever e querer ser escritor. Falarei mais desse assunto no post exclusivo sobre Walcyr, que colocarei aqui em breve.

Aconteceu que um dia antes de começar a feira, estava eu aqui no computador, baixando edições do programa Entrelinhas, para meu acervo, e à medida que baixava, assistia a um trechinho para ver se estava tudo bem. Foi aí que vi essa entrevista do Ilan Brenman, que de cara já me chamou a atenção pela simpatia e jeito de falar. Era um contador de histórias que resolvera se aventurar fazendo livros. Assistir a um trechinho? Cativado pelas palavras de Brenman, acabei assistindo à entrevista inteira, que fluiu incrivelmente rápida! Fiquei maravilhado, inspirado.



E imaginem a minha surpresa quando vi o nome de Ilan Brenman entre os convidados e palestrantes da Feira! Que incrível coincidência! Foi tudo tão repentino que o dia em que vi a entrevista, seria justamente o dia de sua apresentação, e também o primeiro dia da feira. Assim, apressei-me para a Praça do Ferreira, que seria palco de todas as atrações. Acabei chegando um pouco depois do horário previsto (15h) mas a palestra atrasaria. Aproveitei esse meio tempo para me familiarizar ao local.

Algumas tendas haviam sido montadas em pontos da praça. Em uma delas, de vasta extensão, vários expositores de editoras estavam espalhados. Ali seria possível comprar livros ou simplesmente conhecer as novidades das editoras presentes. Mais ao centro da praça, estava a tenda principal, uma enorme lona que lembrava quase um circo, sob a qual dezenas de cadeiras se encontravam agrupadas. Seria o palco dos principais eventos e palestras da feira.

Conforme circulei pelos ambientes, percebi que a maior parte do público presente era – como não poderia deixar de ser – formado por crianças, e muitas de escolas, em visitação à feira. Já os bancos da Praça do Ferreira, estavam cheios das pessoas do dia-a-dia, que não pareciam ligar nem um pouco para tudo aquilo, e apenas se contentavam em sentar ali e ver a vida passar.

Antes de tomar um lugar sob a tenda central, procurei uma pessoa da organização, para saber se Ilan Brenman estava mesmo confirmado. Após ter essa confirmação, vi que já passava das 15:30. Notei também que já havia algumas crianças à espera, espalhadas pelas muitas cadeiras. Ilan chegou poucos minutos depois e a disposição da plateia foi arranjada, para que todos ficassem mais perto do contador de histórias. Era engraçado, pois nesse momento percebi que estava sentando quase junto às inúmeras crianças das escolas. Havendo ainda muitos lugares vazios, desloquei-me a um deles.

Ilan Brenman iniciou sua palestra com sua característica oratória, cheia de trejeitos e atrativos, própria dos contadores de história. Antes de mais nada, contou um pouco de sua própria história, que há muitos anos viajava pelo Brasil contando histórias, e que há não muito tempo resolveu também lançar livros. Ele aproveitou também para já contar uma história de seu repertório ao público, que garantiu a atenção, empolgou e divertiu a todos. Só um detalhe aqui me deixou boquiaberto: foi servido um lanche às crianças (suco em caixinha e biscoitos). Elas pareciam mesmo muito atentas à história, mas não muito à educação, pois só o que se viu depois foram as caixinhas e embalagens jogadas no chão. Acho que faltou pulso dos professores, num ato simples de trazer uma lixeira para junto das crianças.

A palestra continuou com Ilan mostrando alguns de seus livros: o inovador Telefone sem fio (somente de imagens), e o descontraído Até as Princesas soltam pum. Mostrou ainda o inédito Papai é meu, que seria lançado na ocasião. Ele explicou ainda a origem da ideia por trás de cada obra, de uma maneira bem característica, e "leu" brevemente cada uma, dando a todos uma prévia dos livros. Poucas pessoas no público se interessavam em tirar fotos da apresentação. Fui uma delas, munido com meu celular, mas como estava longe do palco, as fotos não ficaram lá essas coisas, embora não deixem de ser um bom registro.



Por falar em fotos, havia por lá ainda um fotógrafo oficial do evento, que volta e meia tomava uma posição estratégica da arena para fazer fotos. Pois uma dessas posições o levou momentaneamente ao meio do palco. Para evitar atrapalhar a plateia, o fotógrafo se abaixou. Até aqui nada de incomum, mas eis que bem quando ele se levantou, surgiu uma pessoa – do público, acho – e começou a perguntar algo a ele. Ambos, dessa vez, ficaram bem na frente de boa parte da plateia, inclusive na minha. É claro que incomodou, pois cortou por alguns instantes a sintonia que tínhamos ouvindo as palavras de Ilan. Ele, inclusive, percebendo aquela situação inoportuna, não perdeu a compostura e teceu logo uma pequena mas feroz indireta contra os dois. Não lembro exatamente o que foi falado, mas foi algo sobre falta de educação com aqueles que queriam ouvir a história. Comentou ainda com sua colega, Rosana Mont'Alverne, contadora de histórias que também participaria do evento, que também o assistia, que aquilo fazia parte do trabalho deles, ao que Rosana concordou com a cabeça. O fotógrafo e a pessoa trataram de se retirar logo depois, e Ilan pôde continuar sua apresentação.

Nos momentos finais, ele mostrou ainda alguns outros livros de sua autoria. Uma coleção de livrinhos de bolso, intitulada Contador de Histórias de Bolso. Aqueles livrinhos, nas mãos de Ilan, que os erguiam no ar, aos olhos de todos, chamaram minha atenção de imediato. Tratavam-se de coletâneas de histórias recolhidas e recontadas por ele, em volumes ricamente ilustrados pelo talentoso ilustrador Fernando Vilela. As capas, com cores fortes, contrastantes e chamativas; os temas (Grécia, Rússia, África, China e Brasil) pareciam uns mais curiosos que os outros. Ali eu já sabia que teria de comprar algum deles, sem dúvida.

 Público, já nos intantes finais da apresentação
                                           
Ilan Brenman foi bem aplaudido ao fim de sua palestra. Foi dito então que ele seguiria direto para o estande da Editora Moderna, onde daria autógrafos aos interessados. Achei que aquela seria uma ótima oportunidade para conhecê-lo e trocar algumas palavras. Falar como o tinha 'descoberto', algumas horas antes, no Entrelinhas. Sim, sem dúvida seria interessante esse contato. Esperei próximo ao estande da editora, mas não vi sinal de Ilan. Depois, ele apareceu. Imaginei que haveria uma mesinha ou algo parecido onde ele ficaria para dar os autógrafos, mas não teve nada disso. Não parecia também haver gente querendo autógrafos. Ilan estava de pé, e parecia apressado. Esperei. Ainda achava que ele ia sentar-se para receber quem porventura aparecesse. Dali um tempo, desviei momentaneamente a atenção a outro estande, por minutos e quando tornei, Ilan tinha desaparecido.

Meu primeiro pensamento foi: "Ele deve ter ido tomar uma água ou algo parecido". Percebendo que Ilan não voltava, fui falar com o pessoal do estande. Disseram, afinal, que ele já tinha ido embora. Quando mencionei os autógrafos, afirmaram que Ilan tinha ficado lá, autografando, mas não acreditei muito nisso, a menos que tivesse sido apenas um autógrafo e somente para uma pessoa. Quando voltei a andar pela feira, comprovei com um dos receptivos que ele de fato quase não demorara.

Lamentei muito não ter conseguido falar com ele. Até poderia tê-lo indagado na hora que o vi, mas achei que ele teria o mínimo de estrutura para dar seus autógrafos, que eu não precisaria lhe falar assim, de sopetão, uma vez que estava certo de que este momento duraria pelo menos alguns minutos. Não foi assim. Ilan devia estar com pressa. Após repensar essa situação algumas vezes, voltei ao estande da editora Moderna e pedi para ver a coleção de bolso que tanto me chamara a atenção. Estava decido a comprar, não todos, mas pelo menos dois. Mesmo sem autógrafo ou conversa com Ilan, seria um boa oportunidade de adquirir estas obras, que até então não tinha visto nas livrarias. Após rápida análise nos cinco volumes, optei por Rússia e Grécia, temas que ultimamente vêm me fascinado.




Comprados os livros, rodei mais um pouco pela feira, até voltar para casa, satisfeito por pelo menos ter assistido à apresentação de Ilan Brenman, a quem, há poucas horas atrás, eu sequer sabia quem era. Perdera a oportunidade do autógrafo, é verdade, mas isso era o que menos importava, e não se repetiria no dia da palestra de Walcyr Carrasco, que será tema de uma próxima postagem!


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

II Feira do Livro Infantil de Fortaleza



E começou hoje, aqui em Fortaleza, a II Feira do Livro Infantil, evento que traz uma vasta programação cultural, inteiramente gratuita! Entre os destaques da feira, está o cantor, compositor e escritor Vitor Ramil, que faz o show de abertura, hoje às 18 horas.

Destaque também para a presença do prestigiado escritor e autor de novelas Walcyr Carrasco, no sábado, dia 17. Walcyr conversará com o público e terá ainda sessão de autógrafos. Outros destaques são os contadores de histórias Ilan Brenman e Rosana Mont'alverne e a escritora gaúcha Marô Barbieri. Também engrandecem o eventos autores cearenses, como Izaura Franco e Ignácio Loiola. 

Além da tenda principal, há também vários estandes de grandes editoras, como a Paulinas e a Editora Moderna, com novidades e lançamentos, em um espaço compacto e atrativo.

A Feira do Livro Infantil é uma ótima iniciativa, que valoriza o papel do contador de histórias, figura tão importante, que tanto pode fazer pelas crianças, e, porque não, por todos nós. Afinal, quem não gosta de ouvir histórias, não é? Elas nos fazem sonhar, nos libertam.

Bom, o evento vai de hoje, 14, até sábado, 17, na Praça do Ferreira! 
Mais detalhes e programação completa no site oficial do evento.