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"Todos temos coisas na vida que valem a pena ser contadas, escritas. Mesmo que não para publicar, escreva-as para a família."Ilko Minev



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fábulas de Esopo - O Homem que Prometia o Impossível

Saudações! O blog andou um pouco parado nos últimos dias, por conta de algumas outras pendências prioritárias, entre elas a pesquisa que desenvolvo sobra a obra O Pequeno Príncipe, já em fase de conclusão.

Voltando a falar sobre as belas fábulas de Esopo, escolhi esta, bem interessante, para esta postagem:

O Homem que Prometia o Impossível



     Um homem jazia, doente e perto da morte. Era pobre. Como os médicos lhe tinham tirado qualquer esperança de cura, ele prometeu aos deuses o sacrifício de cem bois e lhes dedicar um monumento se se restabelecesse. Sua mulher, que estava a seu lado, perguntou-lhe:
     – E de onde tirarás o dinheiro?
     Ele lhe disse:
     – Você acha que vou me restabelecer para os deuses me cobrarem essas promessas?
     É fácil fazer promessas quando sabemos que não vamos cumpri-las.


Mais uma ótima fábula, brilhantemente narrada e que atua quase como um golpe certeiro contra valores que comumente não damos muita atenção. A promessa, como feita na história, soa quase como um desafio aos deuses, e, claro, visa apenas ao homem doente em primeiro lugar. Muitas vezes nos vemos em situações similares, quase sem perceber, não é mesmo?
Engraçado é que o homem da história já faz a promessa sem acreditar que os deuses o atenderão, o que constitui mesmo uma certa provocação. Se não vamos cumprir o que prometemos, nossa contraparte também não deve fazê-lo. Seria justo. No fundo, talvez as promessas tenham mesmo um quê de egocentrismo.

Reflitam!

2 comentários:

  1. adorei a fabula. excelente reflexão mesmo. uma vez fiz uma promessa maluca, impossivel de cumprir, caso tirasse nota numa prova da faculdade e não ficasse de recuperação. tirei a nota( o que acreditava ser impossivel), e a promessa... bem??? faz 15 anos e até hj não cumpri... rsrsr!! beijos

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  2. Pois é Valéria, são casos bem típicos e comuns mesmo, todos devem ter vivido alguma situação parecida, sem quase se dar conta!

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