Em plena era digital, eis que ainda vemos ideias surpreendentes, com ferramentas simples, que esbanjam criatividade, determinação e muitas vezes se sobressaem a grandes instalações e parafernálias! É o caso deste curioso e peculiar trabalho. Através da interessante e quase inusitada combinação de papel com rodas de bicicleta, a estudante inglesa Katy Beveridge criou uma espécie de zootrópio (instrumento giratório que produz, a partir de imagens paradas, a ilusão do movimento. Mais sobre zootrópioneste post).
Essa técnica, no entanto, precisa ser filmada para ser percebida. A olho nu, só conseguimos vislumbrar borrões, devido à velocidade da roda. Um detalhe que achei um dos grandes destaques do trabalho de Katy são os belíssimos padrões e formas; composições criadas a partir do papel recortado (quanto esmero nesses recortes!). É um verdadeiro deleite visual, que inclusive lembra um pouco a obra do grande animador francês Michel Ocelot!
Vejam:
E abaixo alguns testes para se chegar a esse resultado:
Sensacional, não é? Imaginem as possibilidades dessa técnica! É como dizem, é possível se fazer animação com praticamente qualquer coisa!
Em setembro, aconteceu aqui em Fortaleza a segunda edição da Feira do Livro Infantil, evento que busca alimentar a fome pelo livro e leitura, com oficinas, shows, contação de histórias, palestras, além da presença de grandes nomes do cenário, como o compositor e escritor gaúcho Vitor Ramil e o escritor e autor Walcyr Carrasco, grande destaque da feira.
Quando soube do evento, apressei-me para ficar por dentro da programação, que era divulgada na TV em rápidas chamadas. Até então, meu maior interesse na feira era a palestra de Walcyr Carrasco. Não exatamente pelo seu trabalho nas telenovelas, onde é largamente conhecido, mas por ele ser autor de um dos livros que me despontou a gostar de escrever e querer ser escritor. Falarei mais desse assunto no post exclusivo sobre Walcyr, que colocarei aqui em breve.
Aconteceu que um dia antes de começar a feira, estava eu aqui no computador, baixando edições do programa Entrelinhas, para meu acervo, e à medida que baixava, assistia a um trechinho para ver se estava tudo bem. Foi aí que vi essa entrevista do Ilan Brenman, que de cara já me chamou a atenção pela simpatia e jeito de falar. Era um contador de histórias que resolvera se aventurar fazendo livros. Assistir a um trechinho? Cativado pelas palavras de Brenman, acabei assistindo à entrevista inteira, que fluiu incrivelmente rápida! Fiquei maravilhado, inspirado.
E imaginem a minha surpresa quando vi o nome de Ilan Brenman entre os convidados e palestrantes da Feira! Que incrível coincidência! Foi tudo tão repentino que o dia em que vi a entrevista, seria justamente o dia de sua apresentação, e também o primeiro dia da feira. Assim, apressei-me para a Praça do Ferreira, que seria palco de todas as atrações. Acabei chegando um pouco depois do horário previsto (15h) mas a palestra atrasaria. Aproveitei esse meio tempo para me familiarizar ao local.
Algumas tendas haviam sido montadas em pontos da praça. Em uma delas, de vasta extensão, vários expositores de editoras estavam espalhados. Ali seria possível comprar livros ou simplesmente conhecer as novidades das editoras presentes. Mais ao centro da praça, estava a tenda principal, uma enorme lona que lembrava quase um circo, sob a qual dezenas de cadeiras se encontravam agrupadas. Seria o palco dos principais eventos e palestras da feira.
Conforme circulei pelos ambientes, percebi que a maior parte do público presente era – como não poderia deixar de ser – formado por crianças, e muitas de escolas, em visitação à feira. Já os bancos da Praça do Ferreira, estavam cheios das pessoas do dia-a-dia, que não pareciam ligar nem um pouco para tudo aquilo, e apenas se contentavam em sentar ali e ver a vida passar.
Antes de tomar um lugar sob a tenda central, procurei uma pessoa da organização, para saber se Ilan Brenman estava mesmo confirmado. Após ter essa confirmação, vi que já passava das 15:30. Notei também que já havia algumas crianças à espera, espalhadas pelas muitas cadeiras. Ilan chegou poucos minutos depois e a disposição da plateia foi arranjada, para que todos ficassem mais perto do contador de histórias. Era engraçado, pois nesse momento percebi que estava sentando quase junto às inúmeras crianças das escolas. Havendo ainda muitos lugares vazios, desloquei-me a um deles.
Ilan Brenman iniciou sua palestra com sua característica oratória, cheia de trejeitos e atrativos, própria dos contadores de história. Antes de mais nada, contou um pouco de sua própria história, que há muitos anos viajava pelo Brasil contando histórias, e que há não muito tempo resolveu também lançar livros. Ele aproveitou também para já contar uma história de seu repertório ao público, que garantiu a atenção, empolgou e divertiu a todos. Só um detalhe aqui me deixou boquiaberto: foi servido um lanche às crianças (suco em caixinha e biscoitos). Elas pareciam mesmo muito atentas à história, mas não muito à educação, pois só o que se viu depois foram as caixinhas e embalagens jogadas no chão. Acho que faltou pulso dos professores, num ato simples de trazer uma lixeira para junto das crianças.
A palestra continuou com Ilan mostrando alguns de seus livros: o inovador Telefone sem fio (somente de imagens), e o descontraído Até as Princesas soltam pum. Mostrou ainda o inédito Papai é meu, que seria lançado na ocasião. Ele explicou ainda a origem da ideia por trás de cada obra, de uma maneira bem característica, e "leu" brevemente cada uma, dando a todos uma prévia dos livros. Poucas pessoas no público se interessavam em tirar fotos da apresentação. Fui uma delas, munido com meu celular, mas como estava longe do palco, as fotos não ficaram lá essas coisas, embora não deixem de ser um bom registro.
Por falar em fotos, havia por lá ainda um fotógrafo oficial do evento, que volta e meia tomava uma posição estratégica da arena para fazer fotos. Pois uma dessas posições o levou momentaneamente ao meio do palco. Para evitar atrapalhar a plateia, o fotógrafo se abaixou. Até aqui nada de incomum, mas eis que bem quando ele se levantou, surgiu uma pessoa – do público, acho – e começou a perguntar algo a ele. Ambos, dessa vez, ficaram bem na frente de boa parte da plateia, inclusive na minha. É claro que incomodou, pois cortou por alguns instantes a sintonia que tínhamos ouvindo as palavras de Ilan. Ele, inclusive, percebendo aquela situação inoportuna, não perdeu a compostura e teceu logo uma pequena mas feroz indireta contra os dois. Não lembro exatamente o que foi falado, mas foi algo sobre falta de educação com aqueles que queriam ouvir a história. Comentou ainda com sua colega, Rosana Mont'Alverne, contadora de histórias que também participaria do evento, que também o assistia, que aquilo fazia parte do trabalho deles, ao que Rosana concordou com a cabeça. O fotógrafo e a pessoa trataram de se retirar logo depois, e Ilan pôde continuar sua apresentação.
Nos momentos finais, ele mostrou ainda alguns outros livros de sua autoria. Uma coleção de livrinhos de bolso, intitulada Contador de Histórias de Bolso. Aqueles livrinhos, nas mãos de Ilan, que os erguiam no ar, aos olhos de todos, chamaram minha atenção de imediato. Tratavam-se de coletâneas de histórias recolhidas e recontadas por ele, em volumes ricamente ilustrados pelo talentoso ilustrador Fernando Vilela. As capas, com cores fortes, contrastantes e chamativas; os temas (Grécia, Rússia, África, China e Brasil) pareciam uns mais curiosos que os outros. Ali eu já sabia que teria de comprar algum deles, sem dúvida.
Público, já nos intantes finais da apresentação
Ilan Brenman foi bem aplaudido ao fim de sua palestra. Foi dito então que ele seguiria direto para o estande da Editora Moderna, onde daria autógrafos aos interessados. Achei que aquela seria uma ótima oportunidade para conhecê-lo e trocar algumas palavras. Falar como o tinha 'descoberto', algumas horas antes, no Entrelinhas. Sim, sem dúvida seria interessante esse contato. Esperei próximo ao estande da editora, mas não vi sinal de Ilan. Depois, ele apareceu. Imaginei que haveria uma mesinha ou algo parecido onde ele ficaria para dar os autógrafos, mas não teve nada disso. Não parecia também haver gente querendo autógrafos. Ilan estava de pé, e parecia apressado. Esperei. Ainda achava que ele ia sentar-se para receber quem porventura aparecesse. Dali um tempo, desviei momentaneamente a atenção a outro estande, por minutos e quando tornei, Ilan tinha desaparecido.
Meu primeiro pensamento foi: "Ele deve ter ido tomar uma água ou algo parecido". Percebendo que Ilan não voltava, fui falar com o pessoal do estande. Disseram, afinal, que ele já tinha ido embora. Quando mencionei os autógrafos, afirmaram que Ilan tinha ficado lá, autografando, mas não acreditei muito nisso, a menos que tivesse sido apenas um autógrafo e somente para uma pessoa. Quando voltei a andar pela feira, comprovei com um dos receptivos que ele de fato quase não demorara.
Lamentei muito não ter conseguido falar com ele. Até poderia tê-lo indagado na hora que o vi, mas achei que ele teria o mínimo de estrutura para dar seus autógrafos, que eu não precisaria lhe falar assim, de sopetão, uma vez que estava certo de que este momento duraria pelo menos alguns minutos. Não foi assim. Ilan devia estar com pressa. Após repensar essa situação algumas vezes, voltei ao estande da editora Moderna e pedi para ver a coleção de bolso que tanto me chamara a atenção. Estava decido a comprar, não todos, mas pelo menos dois. Mesmo sem autógrafo ou conversa com Ilan, seria um boa oportunidade de adquirir estas obras, que até então não tinha visto nas livrarias. Após rápida análise nos cinco volumes, optei por Rússia e Grécia, temas que ultimamente vêm me fascinado.
Comprados os livros, rodei mais um pouco pela feira, até voltar para casa, satisfeito por pelo menos ter assistido à apresentação de Ilan Brenman, a quem, há poucas horas atrás, eu sequer sabia quem era. Perdera a oportunidade do autógrafo, é verdade, mas isso era o que menos importava, e não se repetiria no dia da palestra de Walcyr Carrasco, que será tema de uma próxima postagem!
E hoje é o DIA! O Dia Internacional da Animação, evento tradicional que reúne mostras de curtas nacionais e internacionais, acontecendo simultaneamente em muitas cidades, chega à sua oitava edição.
Aqui em Fortaleza, as mostras do DIA serão exibidas no encerramento da III Semana da Animação, evento que desde a última terça (25) tem "animado" a cidade! Já dei boas informações sobre a Semana aqui no blog, mas nunca é demais recomendar uma visita noblog oficial, onde há a programação e informações completas.
Quem puder vir (Casa Amarela Eusélio Oliveira, na Av. da Universidade) não deixe de aparecer para assistir a animações de qualidade e bater um papo descontraído com os coordenadores da III Semana! Teremos pipoca gratuita para as mostras!
Hoje foi o terceiro dia de nosso evento, que está trazendo animação de qualidade para Fortaleza, além de uma vasta programação com oficinas e seminários. Mas tudo isso já devo ter falado antes, é verdade!
Bom, durante este evento, tenho me dedicado praticamente em tempo integral a ajudar meu irmão Diego, em boa parte dos processos e registros. Têm sido dias cansativos, longos e caóticos até, mas reconfortantes, quando vemos o resultado de tanta determinação em levar a Semana da Animação adiante. O retorno do público é animador! Todo o pessoal do NUCA – Núcleo de Cinema de Animação Casa Amarela Eusélio Oliveira, que também faz o evento, está de parabéns.
Esta imagem acima mostra exatamente como têm sido estes dias para mim. Venho colaborando, entre outras coisas, com os textos do blog da Semana, além de manter informações em tempo real pelo twitter, a medida que as atividades vão ocorrendo. Em breve trarei para cá postagens mais detalhadas, sobre todos os dias do evento. Já há várias páginas anotadas em meu bloquinho sobre a III Semana e também sobre a edição do ano passado, que já queria ter feito há tempos, como falei também em outro post recente.
E amanhã é o último dia da III Semana! Quem for de Fortaleza, não perca essa chance! A programação é inteiramente gratuita. Não deixe também de acompanhar as últimas notícias do evento noblog oficialdo mesmo!
Amigos, já está no ar a vinheta da III Semana da Animação! Meu irmão, Diego Akel, mais uma vez mergulha de cabeça no projeto, e além de coordenar o evento, ele fez esta bela vinheta em tempo recorde!
As três cores, azul, verde e azul, referência das cores aditivas, ou RGB, são a base da imagem em vídeo. O olho demonstra amplitude, atenção e audiência. É como se todos estivessem literalmente respirando imagens no período do evento, o que aliás é um dos objetivos do mesmo!
Um trabalho com um certo ar minimalista, mas sem deixar o tom caótico e inquieto sempre presente nos trabalhos de Diego!
E vamos que vamos! A III Semana começou ontem, com um grande público na Casa Amarela, aqui em Fortaleza. Em breve postarei mais detalhes do evento aqui.
Também estou fazendo postagens especiais noblog oficial do evento, não deixem de dar uma olhada!
Começa amanhã (25), aqui em Fortaleza, a 3ª edição da Semana da Animação, evento que desde 2009 visa impulsionar e valorizar o cinema de animação autoral, dando ênfase ao trabalho de artistas locais, mas também reunindo obras internacionais, em mostras e sessões especiais. O NUCA – Núcleo de Cinema de Animação Casa Amarela Eusélio Oliveira, mais uma vez será o palco principal das atividades.
A Semana da Animação traz ainda oficinas e seminários, este ano focados em técnicas como o versátil Flipbook até o 3D digital. Finalizando a programação, teremos ainda a mostra do DIA (Dia Internacional da Animação).
Meu irmão Diego Akel, juntamente com Telmo Carvalho, do NUCA, estão novamente à frente com a organização geral do evento.
Mais uma vez, também, terei o prazer de colaborar com atualizações no blog do evento. Por falar nisso, fiquei de postar aqui uma breve retrospectiva da II Semana, do ano passado. Devido a alguns contratempos, ainda não foi possível, mas, aproveitando a deixa da vindoura edição 2011, darei um jeito de apressar as coisas, e logo mais tudo estará aqui. Por enquanto, vejam algumas das fotos das edições passadas, de 2010, e também de 2009, que marcou a estreia do evento, aqui.
É isso, se puderem, não deixem de comparecer para conferir nossa programação, que será inteiramente gratuita! Nos vemos lá!
Já estava praticamente decidido a finalmente ler O exército de um homem só, de Moacyr Scliar – um livro que há tempos está na minha mira – mas quando estava procurando por ele na estante, dei com este outro livrinho, que já tinha comprado há tempos, na esperança de lê-lo num futuro não muito distante. Como se trata de um livro fininho, e com um mote que tinha tudo que me atraía, resolvi ceder-lhe a vez na leitura.
O que mais me chamou para comprar esse livrinho não foi o fato de ele ser de autoria de Herman Melville, autor do clássico Moby Dick (pelo menos não a princípio). A pequena e breve sinopse contida nas costas dele, sim. Claro que geralmente as palavras contidas nesta parte são justamente com este fim, de fisgar o leitor, mas elas exerceram em um fascínio maior, instantâneo, quase como se tivessem sido escritas para mim, se é que me entendem, por tratar-se de um tema realmente inesperado e absurdo, bem ao estilo que gosto de compor minhas histórias, quando escrevo.
A ideia geral é bem simples, a princípio. Um sujeito que trabalha em um escritório, subitamente, passa a se recusar a trabalhar, contrariando seu chefe. É justamente essa simplicidade que coroa a complexidade da obra.
Narrado viva e realisticamente pelo próprio chefe, que detém um pequeno escritório na Wall Street, a história foca Bartleby, que havia sido contratado como auxiliar de escritório, para ajudar nas cópias e revisões de documentos, ou seja, trabalhar como escriturário. É interessante observar como o dono do escritório é bastante arguto e observador, gostando de traçar perfis de seus funcionários, com um certo ar de superioridade. Porém, se vê desarmado e quase incomodado diante de Bartleby.
Bartleby mostra-se, a princípio, extremamente produtivo, um exemplo de funcionário. Até que certo dia vem a bomba, quando, sem qualquer explicação, ousa responder às ordens de seu chefe com um surpreendente "Prefiro não fazer". É a partir daqui que temos uma reviravolta, em todos os aspectos. O dono do escritório se vê desorientado diante daquela situação. Como reagir àquela inesperada insubordinação? O mais curioso é que Bartleby nunca é mal-educado ou rude. Mesmo recusando-se a trabalhar, ele mantém a calma e frieza. E é bem isso que o torna insuportável.
Cada vez mais, esse comportamento incomum vai perturbando e quase fascinando o dono do escritório, que passa a observar Bartebly continuamente. Tudo nele parece estranho. Trata-se de uma pessoa, aparentemente, sem passado, sem família e, de certa forma, quase sem vida.
Seu patrão, claro, poderia demiti-lo de imediato, e por fim àquela estranha situação, correto? Mas será que ele pode mesmo fazê-lo? Temos aqui vários questionamentos e reflexões referentes à ética, culpa, fragilidade e inocência. Se demitisse Bartleby, não estaria sendo injusto? Quem sabe aquilo fosse apenas uma fase ou algo parecido? E se nunca mais o coitado tivesse uma oportunidade na vida? Pensamentos parecidos povoam a mente do dono do escritório, que vê sua vida tomada por esse repentino, silencioso e enigmático peso, que Bartleby passou a se tornar. Representado ainda como uma figura apática, magra e quase inexpressiva (o que faz nutrir justamente esse sentimento de pena e culpa, razão pela qual o narrador hesita em reagir).
O livro instiga, e flui surpreendentemente rápido, à medida que vamos acompanhando e tentando, junto com o narrador, entender Bartleby. É um personagem único, ousado, que quebra conceitos e destrói certezas, fazendo repensar valores, tudo isso sem dizer praticamente nada, afinal, ele prefere não dizer!
Além de todo este enredo intrincado e surpreendente, o livro tem ainda uma acentuada carga de humor negro, pois de tão absurda e fantástica, a situação chega a parecer uma brincadeira, uma situação cômica. Mas se desenha igualmente com ares de tragédia, numa interessante mistura de sensações.
Outro detalhe que também me chamou muito a atenção foi o fato de a história, ambientada no século XIX, nos fazer imaginar como é a rotina de um escritório de advocacia nesse período. Não há muitos elementos que façam essa descrição, então ficamos apenas com nossa imaginação, pensando como seria a rotina e disposição do lugar, provavelmente ainda à luz de velas. Acabamos involuntariamente tentados a encaixar o escritório nos tempos atuais, dada a proporção e atemporalidade da história, mas não podemos nos esquecer de que ela já tem mais de 150 anos. Contudo, segue constante, atemporal, como um clássico, que sobrevive às novas eras e gerações.
Enfim, uma leitura deliciosa, intrigante, reveladora, a cada página. Não deixem de ler! A L&PM Editores tem essa ótima edição, por R$8,00, se não me engano.
Bom, procurei dar um rápido panorama desta breve e fascinante história. Um último comentário: a história de Bartleby, é, no fundo, a história de todos nós. Essa percepção é incrível!